CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

No dia 12 de setmebro, pelas 11h00, teve lugar uma conferência de imprensa do Congresso Democrático das Alternativas com Carvalho da Silva, Vasco Lourenço e Ana Costa.

Além da apresentação aos jornalistas do ponto da situação da preparação do Congresso (com reuniões de subscritores por todo o país, debates temáticos marcados para o penúltimo fim-de-semana do mês em quatro cidades e a mobilização de centenas de pessoas na preparação desta iniciativa), nesta conferência de imprensa foi efectuada uma declaração política sobre as medidas recentemente anunciadas pelo governo e a especial relevância que este congresso ganha nas atuais circunstâncias.
Esta conferência de imprensa foi objecto de notícia em diversos órgãos de comunicação social, entre os quais a SIC (ver aqui), a RTP (ver aqui) e a agência LUSA, cuja notícia reproduzimos de seguida:

Lisboa, 12 set (Lusa) – O ex-secretário-geral da CGTP Carvalho da Silva apelou hoje aos portugueses para que manifestem a sua “indignação imediata” face às medidas de austeridade e perante um Governo que “atua sem transparência e sem vergonha”.
“Este Governo está a atuar absolutamente distanciado dos problemas dos portugueses, não tem nenhuma proposta de saída e atua sem transparência, sem verdade e sem vergonha. E é preciso dar resposta urgente”, afirmou. 
Carvalho da Silva falava em conferência de imprensa promovida pela organização do Congresso Democrático das Alternativas, que se realizará no dia 5 de Outubro, em Lisboa, e que reuniu cerca de dois mil subscritores até ao momento. 
Num contexto de agravamento da situação económica e social do país, em que “a `troika´ está claramente a fazer do país uma cobaia” que conduz ao "empobrecimento aceleradíssimo e chocante”, acentuou, “é necessário uma reação fortíssima dos portugueses, manifestando indignação imediata”.
O ex-secretário-geral da CGTP contestou que as medidas anunciadas terça-feira pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, garantam a criação de 47 mil empregos e afirmou que “isso é uma falácia absoluta”.
“Onde é que o homem tem instrumentos para chegar a este número?”, questionou, afirmando que “mais um ano” da mesma política “é prolongar a agonia”. 
Carvalho da Silva considerou que o Governo português "não tem condições de mobilizar os portugueses para as respostas aos problemas" e tornou-se um "fator de apodrecimento do país" e deixou ainda críticas ao Presidente da República, afirmando que "vai dando cobertura" às políticas do Executivo com algum "cinismo político".
Para além da expressão da indignação dos portugueses, defendeu Carvalho da Silva, “é preciso que aqueles que não se submetem a estas políticas encontrem pontos de convergência”. 
Nesse sentido, o objetivo do Congresso Democrático das Alternativas, afirmou, é definir “denominadores comuns” entre as diversas forças e sensibilidades políticas para “identificar conteúdos e respostas concretas” sem “escamotear a forma de lidar com os credores e com a dívida”.
“Não é um percurso fácil, é um percurso que obriga à ação e à solidariedade internacional. Não podemos continuar isolados” nas formas de luta contra as atuais políticas, que são impostas “pelo governo externo”, considerou. 
Até à realização do Congresso Democrático das Alternativas, que irá decorrer no dia 5 de Outubro sob o lema "Resgatar Portugal para um Futuro Decente", na Aula Magna, Lisboa, vão realizar-se encontros de subscritores por todo o país e debates temáticos. 
"Os desafios da denúncia do memorando", em Lisboa, "Uma economia sustentável que dignifique o trabalho", em Coimbra, "O lugar de Portugal na Europa e no Mundo", no Porto e "Uma sociedade mais justa e inclusiva", em Braga, são os debates já confirmados pela organização. 

Fotografia: Congresso Democrático das Alternativas